O dinheiro depois do casamento 

Casamento por interesse financeiro já faz parte do passado. Hoje, marido e esposa trabalham e são responsáveis pelo sustento da casa. Mas a gestão das finanças nem sempre é tão simples. O marinheiros de primeira viagem não sabem muito bem como lidar com essa nova realidade. A partir do momento em que duas pessoas decidem se casar, teoricamente, deveriam estar decidindo por viver uma vida em comum.

Logo, o dinheiro não é mais de cada um. O que ambos ganham, são dos dois. Ou da família, no caso de já terem filhos. Digo teoricamente porque existem casais com realidades diferentes. Se, por exemplo, um dos dois já é bastante rico, talvez por esse motivo não queira dividir completamente suas posses com a outra pesssoa. Embora isso seja meio contrário à ideia de casamento = união de tudo para a vida toda, é até compreensível. Mas o ideal mesmo é somar todas as receitas e distribuir os gastos de forma que agrade e supra as necessidades de todos.

Um tem o salário maior que o outro? Ok, isso não é motivo para um ter mais direito de gastar que o outro. Com o passar do tempo, isso pode ser desgastante. A diferença de salário tem de ser ignorada, para o bem da harmonia no casal. O que não fazer: não é para inibir a individualidade de nenhum dos dois. Cada um tem seus gastos pessoais, suas manias, suas coisinhas que, abrir mão hoje pode significar, no futuro cobrança e aquele famoso “jogar na cara” um do outro os sacrifícios pelos quais passou.

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Mas viver separado, embora debaixo do mesmo teto não faz muito sentido. A modernidade trouxe essa ideia de individualidade ao casamento, só que individualidade completa você só tem enquanto está solteiro. Decidiu unir os trapos? Entenda que sua condição mudou. É uma nova experiência e depende muito de sua colaboração para dar certo. Não é fácil.

É praticamente uma transformação completa no modo de vida e na forma de lidar com seu próprio dinheiro. Mas é o jeito de fazer o casamento ser mais feliz, com menos cobrança e com uma união verdadeira, harmoniosa e, literalmente, em comunhão.

Postado por Evelin às 15:45 | 08/02/2010 | Nenhum comentário

 Quem consome mais? Eles ou elas? 

Nós levamos a fama de consumistas sempre. É aquele estereótipo da mulher perua, das muitas sacolas na mão após um passeio no shopping e da esposa que rouba o cartão de crédito da carteira do marido. Mas quer ver como essa história cai por terra rapidinho?

São os homens, sim, os homens, muito mais consumistas que nós mulheres. O impulso por compras de uma mulher se satisfaz com uma peça de roupa, um acessório. Os desejos de consumo dos homens são, geralmente, muito mais caros que os das mulheres. Os homens querem carro potente e não sapato. Quantos sapatos são necessários para chegarmos ao valor de um automóvel?

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É claro que existem exceções, mas é bem menos comum encontrarmos homens viciados em roupas e mulheres fazendo questão de trocar de carro todo ano. Bom, o importante saber é que, para ambos os casos, tem cura (rs).

Para controlar o consumismo do dia a dia, o mais comum da mulherada, uma listinha de compras, no papel, antes de sair de casa já pode ajudar. Não compre nada que esteja fora da lista. Se viu algo maravilhoso, volte para a casa, pense se você realmente precisa, se pode ser agora ou se dá para esperar, se cabe no orçamento, etc. Se a resposta for “sim” para tudo, coloque na listinha e compre apenas quando sair de novo. Nada de ir ao shopping só para fazer aquela compra específica. Temos de evitar estes nesses lugares que apelam muito pelo consumo. É tentação demais. Já quanto ao consumismo predominantemente masculino, o planejamento é a melhor saída.

Esse ano vocês poderão trocar de carro sem ficar com uma dívida enorme? Se sim, não tem tanto problema, a não ser que vocês precisem usar aquele dinheiro para algo mais urgente, como reformar uma parte da casa que está caindo aos pedaços… Se a troca do carro for atrapalhar as finanças da família ao longo do ano todo, ou de boa parte dele, impedindo que vocês façam uma poupança para emergências ou alguns investimentos de longo prazo, pensando no futuro, é melhor parar um pouco e pensar mais.

Se planejar durante o ano para guardar o dinheiro necessário para trocar de veículo sem deixar dívida é o melhor caminho. Assim, vocês terão o bem que vocês querem, mas sem passar por nenhuma dificuldade tão preocupante.

Postado por Evelin às 13:40 | 05/02/2010 | Nenhum comentário

 Como convencer a família a economizar 

Sabemos que, na maioria das famílias de hoje, é a mulher quem toma as rédeas das finanças. Sem feminismo, nem machismo, sabemos que a maioria das mulheres têm maior preocupação com o futuro, enquanto os homens pensam mais no presente. Só que nem sempre é fácil convencer todo mundo. Aliás, dá um baita trabalhão colocar na cabeça dos filhos e do marido os cortes necessários nas despesas, para “fazer caber” no orçamento todas as contas e todas as compras.

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Já comentamos sobre como ensinar os filhos ainda bebês a ter consciência de dinheiro. Mas, como ensinar os ‘marmanjos’ da casa? Olha, o jeito mais viável é ter um objetivo comum, que agrade a todos. Por exemplo, uma viagem em família. Sabemos como sai bastante caro viajar, né? Mas é um gasto que vale muito a pena, contanto que não deixe a família no vermelho total.

Para lidar com esse empasse, que tal colocar no papel todo o dinheiro que vocês precisam para fazer a viagem e o quanto vocês precisam economizar por mês para atingir esse valor? Mostre a cada pessoa da família o que eles precisarão contribuir, economizando, para ajudar a chegar lá. Não esqueça de mostrar em quê também você irá ajudar, o que você deixará de consumir nesse tempo.

Se a situação da família é de inadimplência, talvez você precise ser mais radical. Faça as contas e deixe bem claro a todos qual o valor total das dívidas de vocês. Seja sincera ao reconhecer se tiver sido você quem perdeu o controle ou explique qual foi o motivo pelo qual chegaram a essa situação. Sem a motivação da viagem, é possível que os filhos mais novos ou mais velhos não tenham tanto pique assim para economizar, ou não entendam muito bem o motivo de se fazer tudo isso. Mas uma conversa séria e franca é a melhor opção.

O maridão também tem de contribuir, tanto para dar o exemplo aos filhos quando para chegarem todos ao objetivo comum. Todos precisam entrar entender e colaborar. Haja jogo de cintura, viu? Boa sorte :)

Postado por Evelin às 11:20 | 04/02/2010 | Nenhum comentário

 O correto equilíbrio em curtir a vida 

“Economizar, economizar, economizar”. “Ir para a balada, viajar, comprar roupas”. Acabei de citar dois mantras, dois tipos de comportamento que estão diretamente relacionados às suas finanças pessoais. Muita gente vive só no hoje.

Tudo o que ganham, gastam. Usam como pretexto a ideia de que a vida é agora, só se vive uma vez, e é preciso aproveitar cada instante. Com isso, não fazem nenhuma provisão para o futuro. Não se preparam nem para acontecimentos previstos – como o envelhecimento – quanto mais para imprevistos, como acidentes ou desempregos.

Por outro lado, tem muita gente que vive na paranoia de não gastar dinheiro. Privam a si mesmos e às suas famílias de prazeres simples, pequenos luxos e momentos de lazer para economizar, não se sabe para quê, nem se um dia terá valido a pena todo esse martírio. Nenhuma dessas atitudes vai te levar a qualquer lugar.

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Já conversamos em posts anteriores que é preciso se preparar, desde hoje, para a aposentadoria. Para isso, não faltam produtos financeiros que te ajudem. Desde investimentos voltados para previdência, até investimentos comuns, bolsa de valores, títulos públicos, CDB, imóveis, etc. Tudo o que, somado à sua disciplina, podem ajudá-la a acumular o montante necessário para ter uma velhice tranquila, sem depender de ninguém para sobreviver e nem sofrer uma queda drástica no padrão de vida por ter de depender da previdência do governo – a qual não sabemos por quanto tempo ainda existirá.

Por outro lado, se a pessoa já começa cortando tudo, o que pode e o que não pode, não pede mais uma pizza, não vai ao cinema, nunca mais viaja, nem compra uns presentinhos para si mesma nem para ninguém, porque precisa economizar, está fazendo errado.

Essa atitude, de não deixar de ser feliz pensando apenas no amanhã, não trará felicidade nunca. Passado um tempinho, a pessoa não aguenta, a família reclama, e tudo sai dos eixos de vez. Depois para retomar é ainda mais difícil, porque “poupar” se tornará um trauma, sinônimo de coisa ruim, que trouxe infelicidade. Daí, cai no primeiro caso. Sem ligar para o futuro, consome tudo o que ganha, pondo em risco o futuro.

Por isso, quando você tomar a decisão de economizar, como tudo na vida, prive pelo equilíbrio. Nem oito, nem oitenta. É sempre a melhor estratégia.

Postado por Evelin às 10:07 | 28/01/2010 | Nenhum comentário