Deixar como está é muito fácil 

Com a desculpa de que se preocupar com dinheiro é coisa mesquinha, que é chato, feio e bobo ligar para “as coisas materiais”, muita gente passa a vida inteira acomodada em relação às finanças. Você conhece gente assim? Sim, concordo que é MUITO mais fácil não fazer nada. Ganha seu salário, gasta, trabalha de novo. E tudo se repete até o fim da vida, sem grandes dificuldades.

money

Está tudo lindo, se não ocorrerem imprevistos. E até a aposentadoria a qual, se não for bem preparada, pode gerar uma queda brusca no padrão de vida, devido à diminuição da renda. Essas pessoas podem ser felizes a vida inteira, o que será ótimo. Mas você concorda que tudo poderia ser bem melhor, o padrão de vida poderia ser bem maior, a tranquilidade, menor carga horária no trabalho e sufocos passados para comprar bens mais caros, como um carro, uma casa ou uma viagem… se elas fossem um pouco mais atentas ao seu próprio dinheiro? Se dedicassem um pouco mais de tempo para isso? A postura em relação ao dinheiro, lamento informar, precisa ser ATIVA e não PASSIVA!

Por exemplo: compras a prazo têm juros. Se essa for a sua opção, cabe a você, e somente você, pesquisar qual loja cobra menos juros, qual tem condições melhores de pagamento. A mesma situação se repete ao longo de toda a vida. Quem é ativo, consegue as melhores oportunidades de economizar, sobrando mais dinheiro para as outras coisas, que dão ainda mais conforto e prazer à vida. Você pode guardar todas as suas economias na poupança. Daqui alguns anos, seu dinheiro continuará lá. Mas se você fosse um pouquinho mais ativa, correndo atrás de investimentos mais rentáveis, dando um jeito de colocar seu dinheiro para trabalhar para você e não o contrário, sendo escrava das contas mensais, tudo ficaria muito melhor. Mas dá trabalho.

Procurar investimentos mais rentáveis e lutar pelo menor preço em cada compra é muito trabalhoso. E é por isso que muita gente não sai da situação de pobreza. Quando cutucadas, essas pessoas dizem que quem se preocupa muito com dinheiro é avarento. Será que essa “humildade” toda não é preguiça? E você, tá descansando bonitinha no sofá ou já pegou o bloquinho e a caneta para começar a organizar suas finanças? Olha, dá trabalho. Mas não há quem se arrependa de tomar atitude.

Postado por Evelin às 16:09 | 12/03/2010 | Nenhum comentário

 Acordo pré-nupcial: não se ofenda! 

Parece coisa do século retrasado, né? “Acordo pré-nupcial”. Não é muito comum ouvirmos falar disso ultimamente. Mas ele ainda existe! Recomendado especialmente para aqueles que já têm uma graninha antes de casar – possui um patrimônio legal, ou ativos financeiros ou ainda uma empresa em seu nome – o acordo pré-nupcial é um documento que prevê como será a separação dos bens em caso de divórcio.

casamento

Num acordo desse são abordados aspectos como a forma com que as dívidas do casamento serão pagas, como os ativos conjuntos e individuais serão tratados/divididos em caso de divórcio, bem como a renda deles. O acordo também exige que se estabeleça quem será o responsável financeiro pela educação das crianças após a separação e também durante o casamento. É tenso, pouco antes do casamento, fazer um acordo que o faz pensar no momento de uma possível separação. Afinal, ninguém casa pensando em separar (pelo menos não deveria).

Mas tenha em mente que as cláusulas também abordam a questão da morte de um dos cônjuges. Isso é ainda mais importante quando se pensa nos filhos, cujo patrimônio precisa estar garantido. (Aqueles filhos da primeira união, então, são os que mais precisariam “brigar” com o pai ou mãe para fazerem o contrato pré-nupcial antes de se unirem a alguém mais uma vez.

Propor um acordo pré-nupcial deve partir da pessoa que tem menos dinheiro no casal. É claro que a realidade muda de acordo com a realidade de cada casal. Mas talvez só para evitar o bafafá e as críticas, se você for a parte do casal que possui menor patrimônio, explique ao seu noivo e o faça entender. Caso você seja a cheia de patrimônio enquanto seu futuro marido está dando os primeiros passos, não vai ter jeito: proponha o acordo, que deve ser algo bastante natural, sem imposições. Deve apenas concretizar o relacionamento transparente, honesto e harmonioso que o casal já possui em relação às finanças de cada um.

Postado por Evelin às 16:36 | 11/03/2010 | Nenhum comentário

 Prepare-se para o Leão 

A temporada de declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF2010) já chegou! O prazo vai até a meia-noite do dia 30 de abril. Você já está preparada? Neste ano, serão obrigadas a declarar as pessoas que receberam os chamados “rendimentos tributáveis” (geralmente, é o salário, simplesmente) acima de R$ 17.215,08 no ano de 2009 ou rendimentos não tributáveis que ultrapassaram R$ 40 mil.

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Também precisa declarar quem recebeu dinheiro pela venda de algum bem sujeito à incidência do imposto ou realizou alguma operação na bolsa de valores ou algo do tipo. Uma mudança deste ano é que subiu de R$ 80 mil para R$ 300 mil o valor máximo de posse ou propriedade de bens ou direitos que obriga o contribuinte a declarar. Aproveite o prazo para fazer a declaração o quanto antes – caso você tenha interesse em receber a restituição nos primeiros lotes. Se deixar para declarar no fim do prazo, vai demorar mais para receber a restituição. Nesse caso, seu dinheiro será corrigido pela Selic até a data em que a restituição for liberada, o que não é mau negócio se você não tem pressa no uso do dinheiro.

Esses são os documentos que você precisa reunir para fazer a declaração: - comprovante de rendimentos (que devem ser entregues a você pela empresa onde trabalha, pelo banco ou demais instituições financeiras), - se você é uma trabalhadora autônoma, precisará dos comprovantes de despesas do Livro Caixa, - recibos e notas fiscais relativos a serviços médicos em geral, - comprovantes de pagamento à instituições de ensino, - comprovantes de pagamentos à previdência privada e oficial, - comprovantes de doações para fins de incentivos fiscais (Fundos da Criança e do Adolescente, Lei Rouanet, Audiovisuais, etc.).

O download do programa para realizar a declaração está disponível no site da Receita Federal.

Postado por Evelin às 14:38 | 09/03/2010 | Nenhum comentário

 Small caps: você ouvirá falar delas 

Esse é um termo curioso é bem provável que você se depare mais cedo ou mais tarde com ele, assim que começar a pesquisar sobre investimentos. Small caps são as empresas de menor porte que têm ações negociadas na bolsa. O termo vem de “small” (pequeno, em inglês) e “cap”, de capital. O que é uma empresa de pequeno porte? Bom, aí já são outros quinhentos. Cada entidade tem sua forma de classificar o tamanho de uma companhia de capital aberto, de acordo com o valor delas, ou o preço de suas ações. Ah, e os critérios podem variar entre os países e também vão mudando ao longo do tempo.

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Por exemplo, hoje posso considerar uma empresa avaliada em US$ 5 bilhões como small cap, mas dez anos atrás, esse valor poderia caracterizar uma mid cap ou blue chip (vamos falar sobre isso nos próximos posts). Independente do valor, small caps são aquelas empresas cujas ações são menos negociadas. Em termos de “economês”, são as ações “menos líquidas”, ou seja, se você as tem, é mais difícil vender porque a procura por elas é baixa. Podem ocorrer dias em que nenhuma ação de determinada small cap é vendida ou comprada! Esse é um dos motivos pelos quais esse tipo de companhia deve ser evitada por aqueles que querem comprar as ações e vendê-las em pouco tempo: a negociação pode não ser tão fácil assim.

Em compensação, o preço delas também é baixinho e é isso que atrai muita gente. A ação de uma small cap pode custar centavos! Mas não se engane: não é porque ela é baratinha que você deve sair correndo para comprar. Qualquer desvalorização, de centavos, vai representar uma grande queda no valor de sua carteira. E nesse momento, novamente, será difícil vender porque há menos pessoas interessadas. A não ser que você assuma o prejuízo vendendo por um preço inferior ao que poderia. (isso não é nada bom considerando o objetivo de lucrar sempre com os investimentos!).

Por isso, se você não tem intenção de segurar as ações por um prazo muito maior, melhor pensar em outras opções. Se quiser experimentar, há alguns fundos de ações com as carteiras compostas por small caps. (Elas têm o termo “small caps” no nome, então fica fácil identificá-las!) É uma opção interessante para experimentar, entender e tomar gosto pela coisa.

Postado por Evelin às 17:25 | 25/02/2010 | Nenhum comentário