Mais sobre fundamentos 

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Aqui no Bolso da Saia já foi falado um pouquinho sobre a “guerrinha” entre análise técnica e fundamentalista. Vamos nos aprofundar um pouquinho no assunto. Que tal entender um pouco mais sobre fundamentos?

Bom, a análise fundamentalista é aquela que desenvolve relatórios baseados em informações sobre a empresa, do tipo: saúde financeira, estabilidade nos balanços, lucros, solidez da companhia e de seu setor… Tudo isso leva a uma projeção para os próximos anos, considerando ainda toda a economia do país e o comportamento do mercado (visões macro e microeconômicas).

Sim, é muita coisa. É por isso que, geralmente, o investidor conta com relatórios enviados pelos especialistas de sua corretora ou agente autônomo para ajudar. Profissionais certificados para tal análise, eles têm propriedade para fornecer as informações necessárias para que você tome sua decisão de onde investir.

Na maioria das vezes, a análise fundamentalista é para aqueles que estão investindo para o médio/longo prazo. Afinal, se for para comprar e vender rapidamente, por que precisaria fazer TODO esse estudo de TANTOS aspectos que envolvem a companhia, né? Uma ou outra dessas informações já adiantavam e os gráficos responderiam o que interessa.

Bom, mas se você vai comprar um lote de ações pensando na rentabilidade que elas lhe trarão daqui dez anos, é melhor saber se o preço cobrado por ela hoje é adequado à perspectiva de valorização nesse período. Aí está a diferença em relação à análise gráfica: o que interessa para você não é se aqueles papéis vão subir até o fim da tarde, amanhã, no mês que vem ou até o final do ano. Importa se a empresa vai investir na sua infraestrutura para continuar crescendo ou se seus concorrentes estão fazendo isso e ela não. Importa se o governo do país estuda criar uma regulamentação que afetará diretamente o setor.

Nunca é dispensável lembrar que ninguém tem bola de cristal e que previsões podem dar errado. Assim como um analista pode se enganar, um acidente natural ou um movimento na economia ou no mercado podem gerar uma reviravolta na companhia onde você quer investir. Não dá para prever tudo. Mas dá para você ir se familiarizando com os relatórios, com os termos, com os tipos de notícias que você deve acompanhar porque possivelmente afetarão suas ações e seu patrimônio.

Essa é apenas uma das estratégias que você pode adotar na hora de investir na bolsa. E ela nem dispensa a análise técnica também, afinal, você pode escolher a companhia certa, mas os gráficos podem lhe indicar a hora certa de comprar e de vender.

Ah, por fim, tente não fazer uma lambança de informações na hora de analisar. Por quê? Analistas diferentes têm visões e metodologias próprias. O importante é você entender o que levou o analista àquelas conclusões e descobrir se você concorda. Tal senso crítico é desenvolvido com a prática, claro, mas por enquanto fique atenta para não querer engolir todas as informações do mundo ao mesmo tempo porque isso só vai deixá-la mais confusa e acabar atrapalhando seus investimentos!

Postado por Evelin às 11:40 | 02/09/2010 | Nenhum comentário

 Eles estão com a bola toda 

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Esse post foi pensado como sequência de um dos anteriores (veja AQUI). Falamos que investir pensando em dividendos pode ser uma boa estratégia para a aposentadoria. Ok. Mas haveriam outras formas de investir quando já se tem uma idade mais avançada? Afinal, é hora de aproveitar o máximo possível, sem precisar pensar no longo prazo.

Antes de tudo, saiba que os investidores na melhor idade já são maioria entre as movimentações na bolsa. Olha só que números legais: os investidores com idade a partir de 66 anos eram os que tinham o maior montante de recursos negociados na Bolsa de Valores de SP em julho deste ano. Cerca de 64 mil investidores dessa idade somavam R$ 38,57 bilhões em suar carteiras. Na média, cada um tinha quase R$ 600 mil!

Os números são para lá de animadores!

A terceira - ou melhor - idade é ideal, sim, para investir na bolsa. Você trabalhou a vida inteira, formou seu patrimônio, curtiu e gastou um pouco e tem um montante aplicado. É hora de fazê-lo render e curtir os lucros.

Para chegar lá, na idade de descansar e curtir a vida em paz com suas finanças, você precisa se preparar desde hoje, não importa a idade em que você esteja.

Vamos aprender com o exemplo dessas 64 mil pessoas. Afinal, eles têm muita experiência de vida e nós temos muito o que aprender!

Postado por Evelin às 10:06 | 31/08/2010 | Nenhum comentário

 o que considerar na hora de comprar um carro 

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A decisão de comprar um carro é super complicada. A não ser, claro, que você esteja nadando em dinheiro e não precise nem fazer contas…  Mas se esse não é seu caso, haja salto de sapato para gastar pesquisando.

A primeira coisa que você vai precisar decidir é se seu próximo carro será um zero quilômetro, um semi-novo ou um usado. Todas essas opções têm seus prós e contras, como tudo na vida.

O zero quilômetro é uma delícia. Você compra do jeito que você quer, opcionais e tudo. E ainda vem aquele cheirinho de novo perfeito. A compra de automóveis zero hoje em dia está muito falicitada. Além de dividir em aproximadamente 60 vezes (há quem parcele por mais e outros por menos tempo), a taxa de juros do financiamento é menor do que a cobrada pelas financeiras na compra do usado.

Porém…
Ao tirar o zero quilômetro da concessionária, ele já desvaloriza entre 20 e 30%. Absurdo, mas é assim. Essa é a desvalorização média para o primeiro ano e isso é muito triste. Se você realmente for daquelas que vão casar com o carro por dez anos, tudo bem. Mas se pensa em vender e pular para outro mais legal dentro de um ou dois anos, pode levar um prejuízo nos negócios.

Já o semi-novo é uma boa escolha. Provavelmente, seu preço já está considerando a desvalorização dos primeiros anos, ao mesmo tempo em que o veículo ainda está em ótimas condições. Avalie direitinho os possíveis defeitos e desgastes - leve um especialista de sua confiança e vai fundo.

Se aceitarem seu carro atual ou um valor de entrada, o financiamento da diferença pode ficar bom. Porém, você precisa observar que a taxa de juros cobradas nesse caso são mais altas. Quando estiver conversando com o vendedor, provavelmente ele vai olhar a tabelinha da financeira ou fazer as contas por ele mesmo. NÃO SE ESQUEÇA de perguntar qual é a taxa que está sendo cobrada. Faça as contas: às vezes, em um financiamento mais longo, a diferença de décimos de percentual fará você pagar mais pelo carro semi-novo do que pagaria no financiamento de um zero. Fique atenta!

Use essa taxa também para comparar entre as diferentes lojas. Mostre que você entende das coisas e não observa apenas o valor mensal da prestação, mas também o Custo Efetivo Total do parcelamento.

Quando o assunto é usado…
Há variáveis importantes. A primeira é: o preço é bem mais em conta, bem como o IPVA (algo com o qual você deve se preocupar, especialmente no mês de janeiro, quando as coisas apertam). Ter um saldo pequeno para financiar é uma ótima. Quanto menos tempo de dívida, melhor. Você pode ir pulando de usado em usado, ao longo dos anos, sempre melhorando de carro, até chegar ao seu carro dos sonhos sem fazer nenhuma loucura financeira de comprar um zero em mil prestações logo de cara. É uma opção bastante responsável.

A questão é que comprar carro usado é muito difícil. Você nunca sabe exatamente por quais poucas e boas aquele carro já passou e o que o vendedor está querendo esconder. É complicado. Você precisa ficar muito, muito atenta, saber exatamente o que quer para restringir sua busca e encontrar mais rápido. Se você não entende de mecânica, leve alguém que entenda junto com você e dê uma de durona para o vendedor não achar que pode lhe enganar facilmente. É assim, não tem jeito.

O usado também vai requerer alguns gastos com manutenção. Mas, sinceramente, isso depende muito de que tipo de motorista você é. Se é daquelas que usam o automóvel como simples ferramenta de trabalho, meio de transporte, qualquer manutençãozinha básica que faça o carro funcionar já será suficiente. E acredite: provavelmente, esse “bicho papão” da manutenção que as pessoas tanto falam para você pode se mostrar um gatinho.

Se, porém, você trata o carro como um filho, talvez seja realmente melhor comprar um novo que vai dar menos trabalho. Além disso, carro novo, ou semi-novo, também dá problema e as peças para troca são tão ou mais caras do que a do usadão. Pense nisso.

Aliás, pense em tudo isso e boa sorte na escolha. Não é fácil.

Postado por Evelin às 16:58 | 24/08/2010 | Nenhum comentário

 Só para as mais novinhas 

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Esse post é especialmente voltado para aquelas de nós que estão ainda na faculdade ou acabaram de se formar. Estão fazendo estágio ou engatinhando já no primeiro ou segundo emprego. Fase difícil, cheia de dúvidas a respeito de qual caminho seguir diante das milhares de opções que aparecem à frente.

Nessa etapa da vida, talvez mais que em qualquer outra, as suas escolhas a respeito do que você faz com seu dinheiro mudarão o rumo das coisas.

É nessa idade em que você adquire seus primeiros cartões de crédito com a fatura sua - e somente sua - que você vai optar por se escravizar no consumo ou usar seu salário em coisas que gerem mais retorno. É também agora que você tem em mãos a oportunidade de investir em sua carreira, estudar mais, se especializar e garantir que será questão de tempo até que você cresça na profissão que escolheu e, com isso, cresça também seu salário.

Sabemos que investir na carreira não é algo barato. Existem muitas opções de universidades públicas, claro, mas pode ser que você precise estudar NAQUELA faculdade cujo curso de pós-graduação custa os olhos da cara. O MBA então… e se o negócio for mais embaixo, você precisar dar um pulinho no exterior para completar seu currículo do jeito que deseja, aí pode acrescentar muitos mil dólares na conta.

Ah, sem esquecer do segundo idioma (em alguns casos, um terceiro também - dependendo de sua profissão). Coisa que a gente precisa cuidar sempre para não enferrujar.

Tudo isso, gente, não é de graça. Mas se você está recém-formada, especialmente aquelas solteiras ou sem filhos, aproveite. É o momento de investir em você. Investir em educação é lucro quase sempre garantido. E você está na idade de se jogar mesmo. Só não deixe passar muito tempo, para não se arrepender depois. Os anos vão passando e as prioridades vão mudando. É natural da vida. Aproveite o momento.

Postado por Evelin às 16:43 | 23/08/2010 | Nenhum comentário