O correto equilíbrio em curtir a vida 

“Economizar, economizar, economizar”. “Ir para a balada, viajar, comprar roupas”. Acabei de citar dois mantras, dois tipos de comportamento que estão diretamente relacionados às suas finanças pessoais. Muita gente vive só no hoje.

Tudo o que ganham, gastam. Usam como pretexto a ideia de que a vida é agora, só se vive uma vez, e é preciso aproveitar cada instante. Com isso, não fazem nenhuma provisão para o futuro. Não se preparam nem para acontecimentos previstos – como o envelhecimento – quanto mais para imprevistos, como acidentes ou desempregos.

Por outro lado, tem muita gente que vive na paranoia de não gastar dinheiro. Privam a si mesmos e às suas famílias de prazeres simples, pequenos luxos e momentos de lazer para economizar, não se sabe para quê, nem se um dia terá valido a pena todo esse martírio. Nenhuma dessas atitudes vai te levar a qualquer lugar.

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Já conversamos em posts anteriores que é preciso se preparar, desde hoje, para a aposentadoria. Para isso, não faltam produtos financeiros que te ajudem. Desde investimentos voltados para previdência, até investimentos comuns, bolsa de valores, títulos públicos, CDB, imóveis, etc. Tudo o que, somado à sua disciplina, podem ajudá-la a acumular o montante necessário para ter uma velhice tranquila, sem depender de ninguém para sobreviver e nem sofrer uma queda drástica no padrão de vida por ter de depender da previdência do governo – a qual não sabemos por quanto tempo ainda existirá.

Por outro lado, se a pessoa já começa cortando tudo, o que pode e o que não pode, não pede mais uma pizza, não vai ao cinema, nunca mais viaja, nem compra uns presentinhos para si mesma nem para ninguém, porque precisa economizar, está fazendo errado.

Essa atitude, de não deixar de ser feliz pensando apenas no amanhã, não trará felicidade nunca. Passado um tempinho, a pessoa não aguenta, a família reclama, e tudo sai dos eixos de vez. Depois para retomar é ainda mais difícil, porque “poupar” se tornará um trauma, sinônimo de coisa ruim, que trouxe infelicidade. Daí, cai no primeiro caso. Sem ligar para o futuro, consome tudo o que ganha, pondo em risco o futuro.

Por isso, quando você tomar a decisão de economizar, como tudo na vida, prive pelo equilíbrio. Nem oito, nem oitenta. É sempre a melhor estratégia.

Postado por Evelin às 10:07 | 28/01/2010 | Nenhum comentário

 Como você virou o ano? 

Aqui vai um pequeno diagnóstico sobre a situação financeira em que você se encontra nesse início de ano. Em qual delas você se encaixa? Seja em qual for, aqui no Bolsa da Saia tem um montão de posts voltados a cada situação em que seu bolso estiver. Confira:

a) PREOCUPADA – Você não deve muito, mas seus gastos de final de ano deixaram você com um pouco de receio se a grana de janeiro será suficiente para cobrir tudo. Além disso, você esqueceu de calcular as contas extras que surgem no início do ano. Pode ser que uma ou outra fique sem pagar, porque o pedido de multiplicação do salário que você fez ao Papai Noel não deve se realizar.

b) ENDIVIDADA – As contas já não estavam lá essas coisas quando começou dezembro. Mas, já que tava tudo ruim mesmo, para que estragar o fim de ano usando todo o 13º saldando dívidas? “Melhor é curtir, afinal Natal é só uma vez por ano. Quando virar 2010, eu dou um jeito”. Foi o seu pensamento? Pois é, agora você está com uma baita dor de cabeça. Se você não tomar uma decisão enérgica, pode ter dificuldades de resolver tudo e passar o resto do ano correndo atrás dos problemas financeiros causados pelo mal planejamento da virada.

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c) TRANQUILA – Vamos combinar que uma minoria da população estava totalmente tranquila em relação à própria situação financeira na virada do ano. Aconteceu com uma espécie rara de mulheres que não se preocupa tanto em passar Natal e Revéillon com roupas totalmente novas (lê-se sapato, lingerie, cabelo e acessórios novos também, nas duas festas). Brincadeira à parte, o 13º para essa galera foi realmente uma grana extra, para gastos com a viagem e alguns presentes, mas não estava totalmente comprometido com as contas a mais. Ela só ficou de olho para não estourar o orçamento, mas foi tudo sem grandes dificuldades. Com esse tipo de comportamento, os gastos de janeiro serão pagos com um pouquinho de aperto aqui e ali, mas nada que comprometa a saúde…

d) DE BEM COM A VIDA – Em quantidade ainda menor, a “De bem com a vida” só festejou, porque já tinha todo o dinheiro previsto para o pagamento do IPVA, DPVAT, IPTU, matrículas escolares e etc., bem guardadinho em seus devidos lugares, devidamente separados quando recebeu o 13º. O que sobrou, deu para esbanjar de sobra. Aliás, os presentes e as roupinhas novas foram pagas à vista, para que a fatura do cartão de crédito de janeiro e fevereiro não viessem estragar a alegria. Essa está de parabéns, aprendeu direitinho. Se esse não for o seu caso, não se preocupe. Dá para consertar ao longo do ano e, no próximo revéillon, você estará totalmente de bem com a vida também :)

Postado por Evelin às 14:56 | 19/01/2010 | Nenhum comentário

 Já se arrependeu de uma escolha errada? 

Arrependimento é o pior sentimento que alguém pode carregar. Na minha opinião, ainda pior é se arrepender por algo que não fez.

Em economia, existe um nome para isso: custo de oportunidade. Quando você opta por depositar suas economias na poupança – e apenas nela – em vez de montar uma carteira com algumas ações, está trocando o risco de uma aplicação de renda variável, sem garantias de retorno certo, por um investimento conservador, com mínimo de rendimento garantido e um montante de, ao menos R$ 60 mil segurados pelo Fundo Garantidor do Crédito.

Mas não é tudo lindo assim. Daqui a dez anos, se poderá calcular o quanto de rendimento teria obtido se pelo menos metade daquela grana tivesse sido aplicada na bolsa. Esse é o custo de oportunidade. O que você renunciou, deixou de ganhar ou se tivesse escolhido outra coisa. A internet tá cheia de exemplos de rendimento da bolsa nos últimos anos.

Claro que não dá para levar isso tudo ao pé da letra, porque depende muito do perfil do investidor, quais ações ele comprou, etc. Mas serve para ilustrar como nós precisamos pensar muito bem antes de tomar as decisões financeiras. Podemos perder muito dinheiro com as escolhas erradas. O custo de oportunidade está até nas simples decisões do dia a dia.

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Se você escolher comprar um carro hoje, antes de investir naquele MBA que você gostaria de cursar, pode ser que, daqui a cinco anos, deixe de obter aquela promoção no trabalho (e aumento de salário) que exigia um profissional com determinada qualificação – a qual você renunciou, deixou de fazer. É o custo da oportunidade que você perdeu.

Não dá para abraçar o mundo, não dá para fazer tudo o que se quer. Por isso temos de fazer escolhas a toda hora. E as que envolvem seu dinheiro têm de ser tomadas com uma baita responsabilidade. Uma decisão financeira tomada errada pode refletir pelo resto de sua vida, comprometer todo o futuro de sua família. Por isso, pense muito, muito bem antes de comprar algo, especialmennte bens de maior valor. Pode não ser a hora, nem a opção correta. Pense mais e não tenha pressa. As chances de acertar serão bem maiores.

Postado por Evelin às 13:57 | 18/01/2010 | Nenhum comentário

 Conservadora ou agressiva? 

Começar a investir não é complicado. Depois de acertar as dívidas e poupar um pouco de dinheiro para emergências, o próximo passo é definir qual tipo de investidora você é e, assim, traçar sua estratégia.

Uma investidora conservadora geralmente aplica boa parte do dinheiro em produtos financeiros de maior segurança. Ou seja, a preferência é por aquelas aplicações de baixo risco, nos quais a perda do dinheiro investido é pouco provável. O problema é que essas aplicações são, na maioria das vezes, as que rendem menos. A poupança é um exemplo clássico: se você tiver até R$ 50 mil investidos, seu dinheiro está garantido, mesmo que o banco quebre. Só que o rendimento da poupança, embora também seja garantido por lei – o que faz aumentar ainda mais a segurança – é super baixo (em 2008, o rendimento anual da poupança foi de 7,9%, mas, se descontada a inflação daquele ano, rendimento real foi de 1,89%!).

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Já a investidora agressiva é aquela que aplica parte muito grande na renda variável. O mais comum é em ações na bolsa, mas tem mais um monte de investimentos de risco por aí. Até abrir uma empresa é um baita risco, sabia? O retorno demora e a possibilidade de perda do capital investido é grande. O lucro, porém, quando obtido, é muito maior que o da renda fixa, dos investimentos mais conservadores. Por isso, por causa do rendimento maior, é que muita gente se arrisca tanto.

Mas nem por ser mais arriscado é menos recomendável aplicar parte de seu dinheiro em ações. Pelo contrário! Com muita informação, planejamento e estratégia, dá para montar uma carteira de investimentos bem menos “perigosa”. O lucro compensa. A outra parte do dinheiro você deixa espalhada em aplicações mais conservadoras: poupança, previdência privada, títulos públicos.

A gente dificilmente prevê quando crises como a de 2008 acontecerão. Logo, é bom manter uma porcentagem da sua grana investida em aplicações seguras, em que não precisamos nos descabelar tanto e nem perder nenhuma noite de sono por preocupação.

Postado por Evelin às 12:37 | 13/01/2010 | Nenhum comentário