Small caps: você ouvirá falar delas 

Esse é um termo curioso é bem provável que você se depare mais cedo ou mais tarde com ele, assim que começar a pesquisar sobre investimentos. Small caps são as empresas de menor porte que têm ações negociadas na bolsa. O termo vem de “small” (pequeno, em inglês) e “cap”, de capital. O que é uma empresa de pequeno porte? Bom, aí já são outros quinhentos. Cada entidade tem sua forma de classificar o tamanho de uma companhia de capital aberto, de acordo com o valor delas, ou o preço de suas ações. Ah, e os critérios podem variar entre os países e também vão mudando ao longo do tempo.

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Por exemplo, hoje posso considerar uma empresa avaliada em US$ 5 bilhões como small cap, mas dez anos atrás, esse valor poderia caracterizar uma mid cap ou blue chip (vamos falar sobre isso nos próximos posts). Independente do valor, small caps são aquelas empresas cujas ações são menos negociadas. Em termos de “economês”, são as ações “menos líquidas”, ou seja, se você as tem, é mais difícil vender porque a procura por elas é baixa. Podem ocorrer dias em que nenhuma ação de determinada small cap é vendida ou comprada! Esse é um dos motivos pelos quais esse tipo de companhia deve ser evitada por aqueles que querem comprar as ações e vendê-las em pouco tempo: a negociação pode não ser tão fácil assim.

Em compensação, o preço delas também é baixinho e é isso que atrai muita gente. A ação de uma small cap pode custar centavos! Mas não se engane: não é porque ela é baratinha que você deve sair correndo para comprar. Qualquer desvalorização, de centavos, vai representar uma grande queda no valor de sua carteira. E nesse momento, novamente, será difícil vender porque há menos pessoas interessadas. A não ser que você assuma o prejuízo vendendo por um preço inferior ao que poderia. (isso não é nada bom considerando o objetivo de lucrar sempre com os investimentos!).

Por isso, se você não tem intenção de segurar as ações por um prazo muito maior, melhor pensar em outras opções. Se quiser experimentar, há alguns fundos de ações com as carteiras compostas por small caps. (Elas têm o termo “small caps” no nome, então fica fácil identificá-las!) É uma opção interessante para experimentar, entender e tomar gosto pela coisa.

Postado por Evelin às 17:25 | 25/02/2010 | Nenhum comentário

 A vez das blue chips 

Já falamos aqui sobre as small caps, companhias cujas ações têm menor valor e têm menor volume de negociação na bolsa. Se essas trazem um risco relativamente maior, devido à dificuldade que possa ser encontrada na hora de vender e ao grande impacto que a variação de poucos centavos pode gerar em sua carteira, as blue chips podem se revelar o oposto.

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As blue chips são as companhias grandonas, mais tradicionais, sempre as mais negociadas na bolsa (mais líquidas, ou seja, mais fáceis de comprar e vender). A probabilidade de valorização dessas ações é muito grande, especialmente quando se considera um prazo maior. Elas são conhecidas pela alta lucratividade.

Diferentemente das small caps que, apesar do risco, podem garantir lucros tão altos quanto, e de forma rápida (lembra que qualquer variaçãozinha de centavos faz A diferença?), as blue chips podem demorar um pouco mais para mostrar os lucros. Elas também são mais seguras, porque, mesmo que os preços caiam de vez em quando, a valorização no longo prazo é quase certa. Elas também são conhecidas como large caps ou ações de primeira linha.

No Brasil, não há uma lista oficial de quais empresas são blue chips, mas, só para você ter dois exemplos, a Petrobras e a Vale são eternamente consideradas blue chips. Ficou curiosa para saber de onde surgiu esse termo? Bom, há controvérsias (rs). Uma teoria, mais comum é que o termo surgiu do pôquer. No jogo, as fichas azuis (blue chips) são as de maior valor.

O mercado ainda possui as mid caps, ou de segunda linha, que são um pouco menos líquidas que as blue chips, mas também de empresas de boa qualidade. Pequenas, médias ou grandes “caps”, a composição da sua carteira de ações só depende de você. Enquanto é iniciante, lance mão de muita informação e conhecimento, junto a profissionais e gente que você confie, para descobrir qual delas tem mais a ver com seus objetivos.

Não esqueça de considerar o tempo que você tem para manter o valor investido, qual é o seu objetivo para eles e qual o seu conhecimento em relação ao mercado onde você está entrando.

Postado por Evelin às 18:35 | 24/02/2010 | Nenhum comentário

 Se a crise passar, é hora de poupar! 

O ano de 2009 foi de considerável recuperação econômica. Também, pudera! Muita gente perdeu dinheiro e emprego com a crise iniciada em setembro de 2008. O tsunami ainda demonstrava suas consequências no início do ano passado e o segundo semestre, com seus resultados positivos, serviu para repor algumas perdas. Agora, 2010, muita gente já acredita que a crise passou totalmente e pode esbanjar.

As notícias boas que ouvimos acabam criando uma ilusão exagerada de que não existe mais crise. Podemos gastar à vontade, inclusive com aquelas coisas que deixamos de adquirir entre 2008 e 2009… Afinal, a economia está indo de vento em popa, não precisamos nos preocupar com nada. Certo? Errado! Se durante a crise nós conseguimos, ou tivemos de aprender na raça, a viver com menos, com o orçamento um pouco mais apertado e cortando gastos supérfluos, acabamos mais que provando que, “Yes, we can!”. Sim, nós conseguimos viver com bem menos do que imaginamos.

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Você viu isso, não viu? Neste ano, se as coisas se afrouxarem mais financeiramente, vai uma dica: viva como se as coisas estivessem um pouquinho pior do que realmente estão. Gaste menos do que você ganha. SEMPRE! Não comprometa todo o seu salário com coisas que você poderia adiar a compra. Pelo menos até juntar a grana para comprar à vista.

Se as finanças forem mais tranquilas neste ano, aproveite para poupar. Para a aposentadoria, faculdade das crianças, para viajar, realizar um sonho, comprar uma coisa bem cara ou ainda criar um fundo para momentos ruins, como o da crise que acabamos de assistir. Seja qual for sua escolha, não se deixe empolgar pelas notícias de que a crise passou para se afundar em dívidas. Senão, a economia do mundo inteiro se recupera, menos a sua!

Postado por Evelin às 16:38 | 23/02/2010 | Nenhum comentário

 Como escolher o fundo de ações 

Como falamos no post anterior, comprar cotas em fundos de ações pode ser uma ótima para investidoras iniciantes. Ficou curiosa em como começar? Escolher o fundo é um passo importantíssimo. Um dos principais critérios que você deve ter é a taxa de administração. Como os gestores são quem faz todo o trabalho, há um custo para isso. Nesse caso, nem sempre o mais barato é o melhor. Você precisará analisar um outro fator: desempenho.

Às vezes, um fundo com taxa de administração maior significa que ele dá retorno maior – faz a gestão do dinheiro de maneira mais eficiente, garantindo maior rendimento aos seus cotistas. Então, você precisará colocar na balança os dois critérios para tomar a decisão. Tem também a taxa de performance, que é descontada já no preço da ação. São três tipos, sempre usando como base o rendimento que o fundo ganhou. Esse não dá para fugir muito. É assim: ou eles cobram 20% do rendimento que excedeu o Ibovespa (índice das ações mais negociadas na Bolsa), ou 20% do IGPM+6% (em vez de usar o Ibovespa, eles tomam como base a inflação medida pelo IGPM mais 6% como base. O que ultrapassar isso, 20% é taxa de performance) ou, por fim, 20% do que exceder o CDI (taxa de juros cobrada internamente, entre os bancos. É atrelada à taxa básica de juros, a Selic, e também serve como parâmetro).

Outras questões que você deve observar antes de escolher o fundo – além dos custos e do desempenho passado – é a estratégia que eles usam. Seu investimento será para longo prazo? Será que o fundo compra ações pensando também no longo prazo? O seu objetivo tem de casar com o objetivo do gestor dos fundos.

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Além disso, é preciso saber quando você poderá reaver seu dinheiro aplicado, em caso de necessidade, a tal liquidez. Tem fundos que a fazem esperar três, quatro dias para lhe devolver o dinheiro aplicado. Outros, exigem a carência de um mês. Por isso, é sempre melhor ter um colchão de reservas de emergência antes de começar a investir.

Nunca se esqueça que todo investimento tem risco e o fundo de ações, embora administrado por alguém mais experiente que você, também tem risco. Alguns costumam operar “alavancados”, ou sejam comprando ações de valor maior do que o patrimônio que o fundo possui. Isso é legítimo, pois está se arriscando mais na tentativa de obter lucros maiores. Mas é arriscado e é bom saber se o fundo em que você quer entrar faz esse tipo de operação. Além disso, preste atenção se as ações que compõem a carteira do fundo são bastante diversificadas. Com isso, as chances de uma crise, ou um probleminha específico em um setor prejudicar significativamente o rendimento de todo o fundo serão menores.

Com o tempo, você conseguirá distinguir qual o melhor fundo de investimento para você. Por enquanto pesquise bastante, não tenha pressa. Os bons lucros vêm de boas escolhas.

Postado por Evelin às 13:52 | 11/02/2010 | Nenhum comentário