Quero uma casa no campo…
Mais um post da série imaginária “o que seu tio lhe ensina sobre investimentos pode não estar tão certo assim”. Vamos lá: você já tem sua casa. Seu sonho é, agora, comprar um apê na praia ou uma casinha no campo. Certo? Mas… você já se perguntou o porquê?
Se você tem filhos pequenos, consegue carregá-los para cima e para baixo. Logo, ter um lugar para fazer uma viagem rápida nos finais de semana é maravilhoso. Família sempre toda junta.
Mas chega uma hora em que a adolescência começa e cada filho vai para um canto, especialmente nos finais de semana. Pode não acontecer com a sua família, mas é algo bastante comum. Os filhos já não curtem tanto a natureza e as aventuras que a casa no campo proporcionava quando eram crianças. As provas na faculdade, as saídas com os amigos e namorada (o) não o deixam com muito tempo de descer para o litoral com tanta frequência. A casa/apartamento extra fica para o casal. E os gastos, que sempre são muitos, também.
Para que esse imóvel não seja um estorvo na vida financeira da sua família, você precisa observar quantas vezes ao ano você o APROVEITA. Chega o verão e você praticamente não consegue ir? Bom, ou você decide começar a alugá-lo para temporadas – um final de semana com o apê alugado na praia pode cobrir satisfatoriamente alguns meses de despesas. Ou, se nem isso tem adiantado para manter o balanço da “segunda casa” no azul, talvez a venda seja a solução mais atrativa. Se você aplicar aquele dinheiro, pode criar sua própria “Bolsa Turismo”, ou “Bolsa Viagens”. Vai viajar sempre que quiser, sem se preocupar com a manutenção de nenhum imóvel e suas despesas mensais que pesam no seu bolso. Aliás, se você juntar apenas esse dinheiro que vai sobrar todos os meses, só com isso já vai dar para fazer uma viagem legal no reveillon e se hospedar num hotelzinho bacana.
Claro que se desfazer de um bem desses envolve UM MILHÃO de coisas. O seu apego pela casa no campo ou na praia, o status que esse segundo imóvel oferece (sim, status, algo muito presente e que leva muita gente à falência). Além disso, a família não poderá mais desfrutar dessa opção de lazer sempre que quiser – diferentemente de quando ela estava ali prontinha, a qualquer hora, mesmo que ninguém mais passasse os finais de semana lá.
Se você não tem ainda essa segunda casa, pense direitinho antes de se comprometer. Já vi bastante gente enrascada com um segundo imóvel. Longe de ser um desestímulo a realizar esse sonho, este post quer conscientizá-la de que é uma decisão financeira das mais importantes de toda a sua vida. O lazer tem um custo e, às vezes, escolhas erradas nos levam a aceitar custos muito mais altos do que precisaríamos pagar.
