O dinheiro depois do casamento
Casamento por interesse financeiro já faz parte do passado. Hoje, marido e esposa trabalham e são responsáveis pelo sustento da casa. Mas a gestão das finanças nem sempre é tão simples. O marinheiros de primeira viagem não sabem muito bem como lidar com essa nova realidade. A partir do momento em que duas pessoas decidem se casar, teoricamente, deveriam estar decidindo por viver uma vida em comum.
Logo, o dinheiro não é mais de cada um. O que ambos ganham, são dos dois. Ou da família, no caso de já terem filhos. Digo teoricamente porque existem casais com realidades diferentes. Se, por exemplo, um dos dois já é bastante rico, talvez por esse motivo não queira dividir completamente suas posses com a outra pesssoa. Embora isso seja meio contrário à ideia de casamento = união de tudo para a vida toda, é até compreensível. Mas o ideal mesmo é somar todas as receitas e distribuir os gastos de forma que agrade e supra as necessidades de todos.
Um tem o salário maior que o outro? Ok, isso não é motivo para um ter mais direito de gastar que o outro. Com o passar do tempo, isso pode ser desgastante. A diferença de salário tem de ser ignorada, para o bem da harmonia no casal. O que não fazer: não é para inibir a individualidade de nenhum dos dois. Cada um tem seus gastos pessoais, suas manias, suas coisinhas que, abrir mão hoje pode significar, no futuro cobrança e aquele famoso “jogar na cara” um do outro os sacrifícios pelos quais passou.
Mas viver separado, embora debaixo do mesmo teto não faz muito sentido. A modernidade trouxe essa ideia de individualidade ao casamento, só que individualidade completa você só tem enquanto está solteiro. Decidiu unir os trapos? Entenda que sua condição mudou. É uma nova experiência e depende muito de sua colaboração para dar certo. Não é fácil.
É praticamente uma transformação completa no modo de vida e na forma de lidar com seu próprio dinheiro. Mas é o jeito de fazer o casamento ser mais feliz, com menos cobrança e com uma união verdadeira, harmoniosa e, literalmente, em comunhão.
