17
2012
O ogro e as surpresas do carnaval
Este post chega atrasado até porque sexta de carnaval não é dia de filosofia nem de atualidades, é dia de festa, daquela coisa de agir cantando e expurgar o cotidiano. O ritual de jogar tudo sem medo da máscara, de pular de alegria e de puro devaneio frenético. Então, um sujeito mais ogro que sujeito, quebra o silêncio com a declaração reversa a estética cotidiana. Todas as minhas mulheres foram e são lindas, confesso que [...]
10
2012
A escravidão das imagens e o poder de rir de si mesmo
Hoje, nas mídias sociais, consumimos um grande número de memes em que a velha história dos papéis, da pergunta do quem sou e como sou visto, é rasgada e debochada. São inúmeras imagens hilárias com o tema: como eu me vejo, como meus amigos me veem, como meus pais me veem e como realmente sou. Esse movimento criativo é interessante no momento que aponta para a escravidão da imagem, da realidade versus as imagens tratadas [...]
3
2012
Carreirismo: a fragilidade sistêmica das grandes corporações
Teoricamente estamos na era do consumidor, muitos apontam os índices de reclamações e atendimentos das mídias sociais como prova disso. No entanto, o que temos são filas de problemas insolúveis devido à falta de mudanças culturais significativas no sistema corporativo. Pode parecer simples, mas a questão é bem complexa; afinal, estamos falando em mudar culturas e processos enraizados desde o surgimento da produção em massa, ou melhor, do capitalismo. Um desses grandes problemas culturais é [...]
27
2012
Quando o Big Brother virou espetáculo
Era uma vez, em 1984, um povo vigiado e controlado pela força onipresente apelidada de Big Brother. Tudo revelado e contado a partir de uma frustrada revolta do senhor Smith, não o famoso agente Smith de Matrix, mas o senhor Winston Smith do belo romance de George Owell (pseudônimo de Arthur Blair). Hoje, o vigiar e o punir são espetáculos transmitidos gratuitamente e consumidos em grande escala. De repente, o ser visto e vigiado não [...]
20
2012
Lei versus o povo – SOPA/IP temporariamente arquivado
Então, as famílias totêmicas nasceram no início do tabu bem perto do final do parricídio e, dizem que, assim se deu a possibilidade da civilização. Será que poderíamos ter sofrido ou escolhido outra base civilizatória? Será que teríamos condições? Enfim, o que interessa é que dentro dessas dinâmicas as famílias tornaram-se diversas e muitas até chegaram em bairros, cidades, impérios, monarquias e nações. O totem se esqueceu do animal e o nome nada mais vale [...]
13
2012
Agora, sobre a felicidade!
No último post falamos sobre a supervalorização da emoção como uma estratégia sistêmica de mais valia, e hoje, sexta-feira treze, vale a pergunta: quanto vale a emoção? Ademais, para sermos específicos: quanto vale a felicidade? Antes de qualquer coisa, mesmo antes da felicidade, precisamos mapear as possibilidades do que seria o valor. Esqueçam o dicionário, esqueçam tudo que aprendemos em um sistema educacional formatador, e pensem o que é valor? Talvez uma variável flutuante e/ou [...]
6
2012
A mais valia do invisível
Sou sempre o primeiro a jogar pedra na supervalorização da emoção, a grande religião capitalista de posicionar a emoção acima de tudo, inclusive da ética; porém invejável é a vontade de sentir-se emocionado, de ser levado acima da terra por aquela paixão pelo trabalho, pelos amigos e família, pela natureza ou pela pessoa ao lado. Se fôssemos parar para analisar o tema detalhadamente, esse espaço seria incrivelmente pequeno; no entanto, em um voo genérico e [...]
30
2011
Um bom ano
Feliz 2012! Apesar do ano novo, o artigo ganhou um título já utilizado por Ridley Scott em um ótimo filme de 2006; ou seja, por enquanto, um bom ano tem mais de uma década e nenhuma novidade ou promessa ainda foi lançada aos pulos no mar ou no abraço que a virada, a marcação do novo em relação ao velho, nos faz apertar. No final o filme, do mesmo diretor de Gladiador, narra um bom [...]
23
2011
Presentes perdidos
Infelizmente não existe um achados e perdidos para presentes, pois parece que tudo que poderíamos ganhar, mas não ganhamos nunca foi nosso. Aliás o que é nosso? Onde começa e termina a nossa propriedade do presente? Pesquisas comportamentais contemporâneas insinuam que o homem tem mais medo de perder do que gana para ganhar. Nosso maior terror é perder aquilo que nos pertence, mesmo que seja uma promessa. E, promessas são os presentes de maior recorrência [...]
16
2011
Prioridades de desconforto
Residentes de uma sociedade que ainda tem o espetáculo como uma inércia social, sentimos e sofremos de uma miopia existencial. Ficamos revoltados com um cachorro sendo cruelmente assassinado e, simplesmente, deixamos de olhar para temas como crianças carentes, seres humanos que vivem em subcondições de vida na rua, o sistema educacional e tantas outras mazelas do mundo contemporâneo. Claro que o ato de crueldade deve ser punido, no entanto, o afinco com que o tema [...]
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