Eu detesto ir ao dentista. Mas detesto muito, você não tem ideia. Só de pensar em ficar de boca aberta sem poder falar, só ouvindo, já me mata. E tem também a dor maldita, o incômodo, a injeção de anestesia e o barulho do motorzinho na cabeça.
Ao mesmo tempo tenho extrema preocupação com meus dentes. Dentista pra mim é bem como mostra esse trechinho de ‘Happy Three Friends’, uma coisa medonha que preciso enfrentar.
Por isso desde pequena sempre me preocupei demais em escovar muito bem os dentes e evitar consultas com veredictos de: cárie. Evito de verdade, quem me conhece sabe que recuso balas e chicletes e levo meu kit escovação pra onde vou com creme dental, escova, fio dental e enxaguante. Eu devia ter uns 8 anos quando ganhei minha primeira necessaire dessas.
Sigo à risca a regra de pelo menos uma ida ao ano pra fazer limpeza e dar uma geral. E costumo aproveitar o início do ano para fazer essa visitinha, porque dente é tudo! E o dentista é ao lado da depiladora alguém que te faz o mal pensando no seu bem! Brincadeirinha! Tá aí mais um aliado à sua beleza.
Exibir os pés cuidadinhos em sandálias é fundamental no verão. Além da unha feita, a pele do calcanhar que tende a ressecar precisa ser hidratada diariamente. Mas não é só de beleza que os pés precisam.
Eles são o alicerce de todo o corpo e é deles que depende a saúde das pernas e da coluna vertebral. Desempenham um papel fundamental no processo de circulação do sangue, por isso são vítimas fatais e frequentes do inchaço e cansaço. Pés cuidados não são pés cutucados. Não mexer nos cantinhos da unha nem forçar a cutícula dos pés para manter o corte quadrado, evitando encravadas é um mandamento e deve ser seguido religiosamente. Ainda tem um lado que quando a gente trata dos pés relaxa o corpo todo. A reflexologia é a prova disso!!
Recentemente fui num SPA para os pés e fiz 2 tratamentos: uma esfoliação e depois uma massagem com óleos essenciais. Sai de lá bem-humorada por uma semana! Pés tinindo. Esfoliações, hidratações, massagens e tratamentos que amenizam problemas como calos, inchaços e transpiração sempre são bem-vindos! Em casa a gente pode fazer coisas simples para oferecer um relax a quem nos leva pra lá e pra cá. Um escalda-pés é o conforto ideial para pés inchados e doloridos depois de um dia de trabalho, de uma caminhada ou da academia. Em uma bacia coloque água morninha e algumas bolinhas de gude. Acrescente uma colher cheia de sal grosso e gotas de óleo essencial com aroma de sua preferência ou então, ramos de alecrim, hortelã e lavanda.
Deslize os pés sobre as bolinhas, massageando e friccione-as entre os dedos. Você pode agarrar as bolinhas dobrando os dedos e soltando-as repetidas vezes. Eleve o dedão e impulsione o resto dos dedos para baixo. Isso vai te ajudar a relaxar bastante. Faça movimentos circulares com os dedos embaixo da água. Depois seque os pés, passe um hidratante com ureia que ajuda a suavizar a pele sem precisar lixar. Coloque os pés pra cima e descanse junto de um bom livro!
O senso comum ocidental costuma associar a palavra gueixa àquela mulher oriental que é demasiadamente servil ao homem, uma Amélia, digamos. Alguns também acham que além de Amélia, “gueixa” é o nome que se dá à prostituta japonesa. Nada disso, burrice, equívoco atrás de equívoco! A própria palavra original em japonês consiste em dois ideogramas (kanji) 芸 (gei), que significa “arte” e 者 (sha), que significa “pessoa” ou “praticante”. Então gueixas são artistas dedicadas, são o patrimônio cultural vivo do Japão.
Mas há motivos para essa confusão toda. Durante a ocupação do Japão na 2ª Guerra, muitas prostitutas japonesas vendiam-se como se fossem gueixas verdadeiras a soldados americanos, pobres incautos que não sabiam distinguir o joio do trigo.
Para ser gueixa é necessário um árduo treinamento desde a infância. Gueixas se apresentam em eventos e suas aparições precisam ser agendadas com no mínimo 24 horas de antecedência e o tempo que ela dispender na festa é medido pela queima de um bastão de incenso. É comum famílias contratarem gueixas para animar jantares e celebrações mostrando números de dança tradicionais.
Eu não tinha noção que ser gueixa era uma arte e que as mulheres dedicadas a essa ‘carreira’ são artistas que cantam, praticam a dança japonesa, realizam a cerimônia de chá, aprendem literatura e poesia, sem contar que há rituais até para abrir e fechar uma porta feito gueixa. Existe também um termo em japonês que é o mizuage, que significava a venda da virgindade da oiran = cortesã japonesa. Para as gueixas, a palavra mizuage representa o debut de uma menina de 15 anos.
E houve mais confusão ainda quando há quase 10 anos foi lançado o best seller “Memórias de uma Gueixa” de Arthur Golden, supostamente baseado em algumas das histórias da vida da ex-gueixa Mineko Iwasaki. O livro virou filme e mostrou e floreou demais a tradição, os trajes e o cotidiano de uma gueixa e segundo a própria Mineko, há equivocos que pioram essa confusão que se faz sobre as gueixas serem um tipo de prostitutas. Ele mistura costumes de oiran e de gueixa, como no caso do mizuage. Eu acabo de ler o “Minha Vida como Gueixa” autobiografia de Mineko Iwasaki, que foi indiscutivelmente uma das gueixas mais famosas do Japão até os anos 70. E ela categoricamente desmente que o mizuage seja um contato sexual pago porque as gueixas exploram justamente o flerte não concretizado. Esse é um dos encantos, se não for o maior deles em sendo uma gueixa.
A história da educação de Mineko é fascinante pois entrou na casa de gueixas com cinco anos já como uma atotori escolhida, ou seja a predestinada herdeira da tradição e do negócio. Mineko realmente amava o que fazia e tinha o dom da dança. Ela se apresentou para presidentes, artistas famosos mundialmente, reis e rainhas. Foi uma mulher independente, morou sozinha e chegava a ganhar U$20mil em uma noite de shows.
O livro acabou sendo uma lição de educação para mim na cultura japonesa. Eu aprendi sobre a graciosa arte de ser gueixa e como é estressante e cansativa a prática das danças, os estudos das tradições, das cerimônias do chá e das apresentações diárias. Nesses vídeos, é possível ver o trabalho precioso (e que paciência precisa ter) da maquiagem, da colocação do quimono em uma gueixa e também como é o ambiente em que elas vivem: Passeio pelo bairro das gueixas em Kioto
Make up (mais usado pelas jovens maiko, que é o posto que está a uma etapa antes de virar gueixa)
Biquínis são mais antigos do que a gente pode imaginar. As competidoras das olimpíadas gregas usavam uns bem moderninhos que com certeza seriam aprovados pelas fashionistas!
Mas recentemente foi lançado “As 100 +”, livro escrito pela editora de moda da Marie Claire norte-americana e jurada do programa da TV “Project Runway” Nina Garcia. E entre tantas dicas e informações há uma lista com “Os Grandes Momentos do Biquíni” feita por ela.
Aqui os indicados pela poderosa Nina Garcia como fundamentais na história do biquíni:
* 1957: Brigitte Bardot brinca na praia vestindo um biquíni no filme “E Deus Criou a Mulher”. O mundo todo nota, e o biquíni vira peça desejada.
* 1960: É lançada a canção “Biquíni de Bolinha Amarelinha”. As vendas dos biquínis atingem a estratosfera.
* 1962: Ursula Andress veste um biquíni branco com cinto no filme no James Bond, “007 Contra o Satânico Dr. No”. O mundo fica estarrecido e agitado.
* 1982: Phoebe Cates sai da água num biquíni vermelho no filme “Picardias Estudantis”. Os rapazes apertam a tecla de rebobinar várias vezes.
* 1983: Carrie Fisher usa um biquíni dourado em “Guerra nas Estrelas: o Retorno de Jedi” e vira mito nerd.
* 2002: Halle Berry usa um biquíni laranja com cinto no filme de James Bond “Um Novo Dia para Morrer”. O mundo se agita… novamente. Eu ainda acrescentaria Leila Diniz, linda e grávida com um biquíni nas praias do Rio de Janeiro.
E você, tem algum momento que se lembra e não está listado aqui?
Um lugar para você entrar e se sentir bem. Um espaço pensado em todos os detalhes para o seu bem estar.
Aqui você vai encontrar assuntos como saúde, família, estilo, comportamento, moda, cultura e muito mais. Porque ser bela é seu destino, mas a gente pode dar uma forcinha.
Blogueira
Lili Ferrari
34 anos, produtora cultural, formada em Jornalismo e Filosofia.